A corrida pelo Oscar costuma colocar os artistas em alguma saia justa, seja comentários que repercutem mal, caras fechadas nas premiações ou brigas públicas que ganham destaque na mídia e acabam respingando na disputa pelos votos da Academia. Neste ano, não foi diferente.
A cerimônia do Oscar 2026 acontece neste domingo. A TV GLOBO transmite a premiação a partir das 20h, e você também pode acompanhar a cobertura completa no G1.
Relembre as polêmicas que marcaram a edição de 2026:
Timothée Chalamet e o balé
Indicado ao Oscar de Melhor Ator ao lado de Wagner Moura, o ator de ''Marty Supreme' afirmou que o balé e a ópera estão "em declínio" e que ninguém se importa " mais com estas áreas:
A declaração foi dada em evento promovido pela revista americana "Variety" e pela emissora CNN. Embora tenha garantido, logo em seguida, ter "todo o respeito pelos profissionais da área" o comentário reverberou negativamente entre instituições e críticos. "Marty Supreme" concorre em 9 categorias no Oscar de 2026.
O programa foi exibido no dia 21 de fevereiro, cerca de duas semanas antes do prazo final da votação da Academia.
A bailarina Misty Copelans, que participou da campanha do filme "Marty Supreme", criticou publicamente Timothée Chalamet em um evento, afirmando que "ele não seria ator se não fosse pelo balé e pela ópera". Casas de Ópera e academias de dança também fizeram publicações em redes sociais criticando a fala.
Oliver Laxe e os brasileiros
Durante um comentário sobre os votantes brasileiros na Academia, o diretor de "Sirât" afirmou que "se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele."
A fala gerou uma onda de críticas e emojis de sapato nas redes sociais do filme e de sua distribuidora. O diretor se desculpou da fala e disse que os brasileiros "não entenderam o contexto" de humor.
"Era um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério.", disse.
"Sirât" concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som.
Jessie Buckley e os 'gateiros'
Uma das favoritas ao Oscar de Melhor Atriz por "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", Jessie Buckley contou em um podcast que, no início do relacionamento com o marido, pediu que ele se desfizesse de dois garotos porque, segundo ela, os animais a odiavam. "Gatos são malvados", disse, em tom de brincadeira.
O comentário provocou a fúria na internet, especialmente entre os amantes dos felinos. Diante da repercussão, a atriz tentou esclarecer a história no programa de Jimmy Fallon, afirmando que foi um "equívoco" dizer que detesta gatos.
"Eu amo gatos. Acordei esta manhã pensando: "será que o mundo acha que eu realmente não amo gatos? E isso me incomodou o dia todo. Me senti mal.", declarou.
Para se reprimir com os "gateiros", Buckley também contou que chegou a fazer teste para participar do musical "Cats."
Caso do BAFTA
Outra premiação também foi alvo de polêmica. John Davidson, que inspirou o filme "I Swear", proferiu uma ofensa racista em meio a um tique vocal involuntário durante BAFTA. O episódio ocorreu em 22 de fevereiro, durante a cerimônia.
O longa, que narra a história de um jovem com Síndrome de Tourette, foi destaque na premiação e desbancou indicados ao Oscar: Robert Aramayo venceu na categoria de Melhor Ator, e Lauren Evans conquistou o prêmio de Melhor Direção de Elenco.
Davidson gritou da plateia enquanto os atores Michael B Jordan e Delroy Lindo, do filme "Sinners", estavam no palco.
Diagnosticado aos 25 anos, John Davidson apresenta tiques vocais e explosões involuntárias que frequentemente incluem palavrões. Depois do episódio, disse estar "mortificado" com a possiblidade de que suas vocalizações tenham sido como algo intencional.
O momento que não foi cortado da transmissão. A organização do BAFTA pediu desculpas para Michael B. Jordan e Delroy Lindo e declarou assumir total responsabilidade pelo ocorrido.
FONTE: G1 GLOBO.