O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou na noite deste domingo no dia 25 de outubro, que é falsa a declaração ao candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de fiscais do PL foram retirados da sala - cofre da Corte durante a apuração das Eleições de 2026.
"A sala - cofre do TSE é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal como uma Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público entre outros que acompanham de lá, desde o início a totalização e a divulgação dos resultados do pleito", - afirmou o TSE.
Segundo o tribunal dois fiscais do partido estiveram na sede do TSE neste domingo e acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados.
Ainda segundo o TSE há registros da presença dos fiscais nos locais visitados e filmagens feitas na Sala de Totalização. Para o tribunal esses registros comprovam que os representantes do PL tiveram acesso as áreas destinadas a fiscalização.
Flávio fez a afirmação em entrevista após a proclamação do resultado e disse que vai tentar anular a votação.
"Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala - cofre a partir do momento que a decisão foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições," - afirmou.
Segundo o tribunal a fiscalização da totalização e da divulgação dos resultados ocorre em outras dependências da Corte entre elas a Sala de Totalização. Os representantes do partido também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no 5° andar.
Flávio não reconheceu o resultado
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 51,79% a 48,21% Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento, em pedido do PT e do próprio PL e disse que vai pedir anulação das eleições.
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte pela primeira vez na história, ex - advogado do Lula dá uma canetada a pedido de ex - sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil," disse.
Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado pelo ex - presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que tem 'absoluta de todo o processo eleitoral.'
"É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho a falar agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições," - afirmou o candidato derrotado.
A fala também contraria um pedido da própria campanha do Flávio Bolsonaro ao TSE. Na tarde de domingo, a campanha do senador pediu a extensão de horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
"Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter," - disse Flávio.
O processo eleitoral também foi reconhecido pela Procuradoria - Geral da República (PGR). O procurador - geral da República, Paulo Gonet Branco afirmou na noite de ontem domingo que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar o processo e combater irregularidades, atuar para que a vontade do eleitor fosse respeitada.
"A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política," - afirmou o PGR que também atua como procurador - geral eleitoral.
Durante o pronunciamento feito ao lado do presidente da Câmara dos Deputados após o resultado das eleições o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União -AP) afirmou que "não há o que se contestar" e que "a vitória em primeiro plano foi da democracia."
"Falamos isso mais cedo [antes do resultado] que precisávamos respeitar a vontade das urnas independente dos resultados," - afirmou o presidente do Senado.
"O Congresso está atento ao desejo dos candidatos. Não está bom o momento de agressividade que nós estamos vivendo no Brasil e cabe ao Presidente da República unir o Brasil," - complementou.
FONTE: G1 GLOBO - POLÍTICA
REEDITADO POR: JÚLIA COURA.
