A astronauta Christina Koch, que ficou dez dias no espaço durante a missão Artemis II, mostrou os efeitos de uma viagem espacial no corpo humano.
Nas redes sociais, ela publicou um vídeo em que "reaprende" a andar sob a gravidade da Terra. Koch mostra dificuldades para caminhar com os olhos fechados e explica como a microgravidade (quando há quase ausência de peso) afeta o corpo humano.
"Quando as pessoas vivem em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para informar ao cérebro como estamos nos movendo - os órgãos vestibulares - não funcionam corretamente," escreveu astronauta.
- Ela realizou um teste chamado tandem walk (ou "marcha em tandem"), em que o caminhar de um pé é colocado diretamente á frente dos dedos do outro, como ao caminhar em uma linha reta estreita. (Veja o vídeo acima).
"Nosso cérebro aprende a ignorar esses sinais, e por isso quando voltamos à gravidade pela primeira vez, dependemos muito dos nossos olhos para nos orientar visualmente," acrescentou Koch.
Segundo a astronauta - que se tornou a primeira mulher a participar da missão à Lua-, esse tipo de exercício pode se tornar um grande desafio. Ela afirmou que compreender o fenômeno pode ajudar a orientar o tratamento de vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares na Terra.
"Felizmente, já estamos nos readaptando à gravidade sete dias após o pouso na água," concluiu Koch em sua publicação.
A Artemis II foi a primeira missão a levar humanos ás proximidades da Lua desde Apollo 17, em 1972. O objetivo do programa é preparar o retorno à superfície lunar e no longo prazo enviar astronautas a Marte. (leia mais abaixo).
Comandante da Artemis II filmou 'pôr da Terra' atrás da Lua
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II da NASA, filmou um 'pôr da Terra', fenômeno em que o nosso planeta some atrás do horizonte lunar visto no espaço.
O vídeo de 52 segundos foi gravado em 6 de abril com um iPhone, pela janela de acoplamento da cápsula Orion, enquanto a tripulação sobrevoava o lado oculto da Lua, aquele que nunca fica voltado pela Terra.
Wiseman postou as imagens no último domingo (19) na rede social X; até a noite de segunda-feira (20), o vídeo já tinha mais de 14 milhões de visualizações.
"Como ver o pôr do Sol na praia, mas no lugar mais estranho do cosmos," escreveu Wiseman. "Só uma chance na vida."
No vídeo, a Terra aparece como uma pequena esfera azul e branca que vai gradualmente desaparecendo atrás da superfície cinza e repleta de crateras da Lua.
Enquanto Wiseman filmava com o celular, a astronauta Christina Koch fotografava o mesmo fenômeno com uma câmera Nikon. Os astronautas Victor Glover e Jeremy Hansen acompanhavam a cena na outra janela da nave.
"Mal conseguia ver a Lua pela janela, mas o iPhone tinha o tamanho perfeito para capturar a cena," acrescentou o comandante. "O vídeo não tem corte, nem edição com zoom de 8x - bem parecido com o que o olho humano enxerga."
O registro remete à icônica foto do "Nascer da Terra", tirada pelos astronautas da missão Apollo 8 em 1998, a primeira viagem humana ao redor da Lua.
Naquela imagem, porém a Terra surgia atrás do horizonte lunar e não desaparecia.
Próxima missão
Na segunda - feira, a NASA transportou o estágio central do foguete da Artemis III da fábrica da agência de Nova Orleans até a balsa que o levará ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida onde será montado e preparado para o lançamento previsto para 2027.
Com 64 metros de altura quando completo, o estágio é a maior peça do foguete e carrega os tanques de combustível que alimentam os quatros motores responsáveis por colocar a nave em órbita.
A Artemis III, porém não pousará na Lua.
A missão vai testar em órbita terrestre, o acoplamento entre a nave Orion e as espaçonaves comerciais da SpaceX e da Blue Origin, manobra considerada essencial para que a Artemis IV em 2028, consiga de fato pousar astronautas na superficie lunar pela primeira vez em mais de 50 anos.
A Artemis II foi a primeira missão a levar humanos às proximidades da Lua desde a Apollo 17 em 1972.
O objetivo do programa é preparar o retorno à superfície lunar e no longo prazo enviar astronautas a Marte.
FONTE: G1 GLOBO CIÊNCIA.
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