As frentes de combate são coordenadas pelo Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, que funciona como um hub de controle vetorial. O espaço reúne o núcleo de produção dos mosquitos, a central de controle dos fumacês e a base de armazenamento e distribuição de larvicidas, inseticidas, bombas costais e outros insumos utilizados contra às arboviroses.
O método Wolbachia foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e consiste na liberação de mosquitos inoculados com uma bactéria que impede a transmissão da dengue, da zika e da chikungunya. Após 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, foram soltos aproximadamente 13 milhões de wolbitos, apelido para os “mosquitos amigos”, em cerca de 14 mil pontos de soltura no DF. “Protegendo o mosquito, a gente protege a população”, afirma o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio.
Já o drone auxilia tanto na visualização como no tratamento dos focos do mosquito. “O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar”, ressalta Leocádio. Os dispositivos foram incorporados por meio do projeto Voo pela Saúde, executado pela empresa GRS80, com o objetivo de mapear 30% do território do DF. Já foram sobrevoadas cidades como Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal.