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Exercício físico será receitado para saúde mental e oxigenação cerebral

Recomendação da  revista científica Brain Heath 10 maneiras de tornar a atividade física um hábito e ganhar mais saúde - 01/09/2021 - UOL VivaBem

Os exercícios físicos não deve ser somente como um conselho do médico e será recomendado em receita para melhora e irrigação do cérebro , defendem  pesquisadores de universidades canadenses. 

Em artigo publicado hoje (3) na revista científica Brain Health, Carl Zhou e Nicholas Fabiano, na Universidade de Ottawa, e Stanley Wong, da Universidade de Toronto, alegam que o exercício físico trabalha a mente, portanto não pode somente uma sugestão no final de uma consulta, mas sim um tratamento que "merece ser prescrito como tal"

Na publicação, os pesquisadores dos departamento de psiquiatria das duas universidades, a de Ottawa e a de Toronto, identificaram que a saúde cerebral significa manter sempre em funcionamento as funções cognitivas, emocionais, comportamentais e sociais ao longo da vida e o "exercício físico impacta em quase todas as àreas".

Considerando que não se trata somente de um mero estilo de vida, o artigo baseado na análise de vários estudos lembra que a prática da atividade física atua em vários aspectos da função cerebral, que depende de vasos sanguíneos saudáveis, de um metabolismo equilibrado, de uma inflamação controlada e da neuroplasticidade. 

Cita o exemplo de ensaio clínico feito com idosos, publicado em 2011, que concluiu que o exercício físico aeróbico aumentou significantemente o volume do hipocampo anterior ao cérebro, melhorando a memória das pessoas envolvidas no teste. 

"Ainda temos a tendência de tratar o exercício como uma conselho geral sobre o estilo de vida. As provas que analisamos apoiam uma prescrição que especifique o tipo de atividade, frequência, a intensidade, a duração, as consideradões de segurança e um plano de seguimento, como faríamos com um medicamento", afirmou Carl Zhou. 

Uma análise concluiu que a caminhada, a corrida, o ioga e o treino de força reduziram para os sintomas de depressão, com maiores risco à saúde observados nas atividades praticadas. com intensidade mais elevada. 

A publicação. dá especial atenção as questões ligadas à doenças mentais, como por exemplo a esquizofrenia e outras doenças cardiológicas e mortalidade prematura. 

"Na esquizofrenia, o exercício pode atuar nos sintomas psiquiátricos, na cognição e na saúde física simultanente, numa população com necessidades subtanciais não satisfeitas em todas as três àreas, afirma Stanley Wong. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana para adultos e 75 a 150 minutos de atividade aeróbica para crianças, além do fortalecimento muscular em pelo menos 2 dias por semana. 

No caso de depressão, que consome mais energia e motivação, os cientistas mostram que o primeiro passo para a melhora é através do pequeno passo, como passeios em cinco minutos, exercícios na cadeira ou a realização de uma atividade do dia a dia, como passear com o cão. 

"O ponto de partida não tem de ser impressionante. Tem de ser o possível. Pequenos sucessos repetidos constroem a autoeficácia e. o hábito, e é isso que cria as condições para uma atividade sustentada"disse Nicholas Fabiano, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Ottawa". 

Por Agência Brasil

Editado por Denise Coura 

 

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