Festival está previsto para setembro e deve reunir cerca de 700 mil pessoas; impacto econômico alcança turismo, hotelaria, transporte, alimentação e comércio

O Rock in Rio 2026 deve movimentar aproximadamente R$ 3,36 bilhões na economia, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O valor representa um crescimento de cerca de 5% em relação ao impacto econômico registrado na edição de 2024.
A previsão é de que o festival reúna aproximadamente 700 mil pessoas durante os sete dias de programação, realizados em setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. O levantamento considera os gastos relacionados a hospedagem, alimentação, transporte, turismo, lazer e outros serviços associados ao evento.
Turismo ganha força
O impacto do festival não fica restrito à Cidade do Rock. A expectativa é de aumento na movimentação de hotéis, restaurantes, transportes, comércio e atrações turísticas do Rio de Janeiro.
Dados divulgados sobre a venda de ingressos indicam que 55% das entradas foram adquiridas por compradores de outros estados, sinalizando a forte capacidade do evento de atrair visitantes de diferentes regiões do país.
A estimativa também aponta que cerca de 60% do público deverá ser formado por turistas, o que reforça a importância do festival para a cadeia de serviços e para a economia relacionada ao turismo.
Impacto na geração de empregos
Além da movimentação financeira, o Rock in Rio 2026 deve contribuir para a geração de aproximadamente 33,9 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. A previsão inclui profissionais envolvidos em áreas como produção, segurança, transporte, hotelaria, gastronomia e serviços.
Outro indicador apresentado pela FGV é o efeito multiplicador do festival: para cada R$ 1 investido, a estimativa é de que sejam movimentados R$ 6,59 na economia brasileira.
E os turistas do Distrito Federal?
Embora o Distrito Federal esteja entre os grandes mercados consumidores de eventos nacionais e haja potencial de participação de brasilienses no festival, não há, nas informações públicas consultadas, um número oficial que permita afirmar quantos turistas do DF deverão viajar para o Rock in Rio 2026.
Por esse motivo, a informação deve ser tratada com cautela. Em vez de afirmar que “milhares de turistas do DF” estarão no evento, o mais adequado jornalisticamente é destacar que brasilienses estão entre os potenciais visitantes de fora do Rio, sem atribuir um número que ainda não foi oficialmente divulgado.
O cenário reforça, contudo, a dimensão nacional do Rock in Rio e sua capacidade de movimentar diferentes segmentos da economia, especialmente durante o período do festival.
Festival de alcance nacional
Com projeção de R$ 3,36 bilhões em impacto econômico, centenas de milhares de visitantes e dezenas de milhares de postos de trabalho relacionados à sua realização, o Rock in Rio 2026 chega à nova edição como um dos principais eventos culturais e turísticos do calendário brasileiro.
Mais do que uma programação musical, o festival representa uma grande operação econômica que envolve turismo, entretenimento, comércio e prestação de serviços em diferentes setores.
Para o Distrito Federal, o evento também representa uma oportunidade de observar o comportamento dos turistas brasilienses e o potencial de grandes festivais para estimular viagens e consumo fora da capital.
Por Denise Coura